Serrapilheira abre inscrições para apoiar jovens cientistas

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O Instituto Serrapilheira abriu inscrições para a 4ª Chamada Pública de Apoio à Ciência. Serão selecionados até 12 jovens cientistas com projetos originais que contribuam para o conhecimento fundamental em ciências naturais (ciências da vida, física, química, geociências), ciência da computação e matemática. Os apoios (grants) vão variar de R$ 200 mil a R$ 700 mil e valem por três anos. As inscrições ficarão abertas até 16 de dezembro. Clique aqui para se inscrever.

Para participar, os candidatos devem ter recebido grau de doutor entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2018, condição que é estendida em até dois anos para mulheres com filhos. Nesta fase, eles devem enviar uma pré-proposta, que será avaliada pelos revisores. A partir daí, alguns serão chamados para submeterem a proposta completa. A etapa final incluirá uma entrevista com os proponentes.

A pré-proposta deverá incluir o currículo (conforme modelo internacional), produção científica, resumo da pesquisa e respostas a cinco perguntas específicas. Como produção científica, os candidatos indicarão pelo menos dois artigos em que foram autores principais, justificando por que consideram tais artigos de impacto com base no seu conteúdo e contribuição intelectual – ou seja, seu efeito em questionar, avançar ou aprofundar o conhecimento no campo.

A nova chamada pública traz algumas mudanças importantes em relação às anteriores. O período de apoio se estendeu, para que os cientistas possam desenvolver seus projetos em longo prazo, com a liberdade essencial para a pesquisa de excelência. O valor do grant passou a ser variável e levará em consideração as necessidades de cada projeto – por exemplo, se são mais ou menos experimentais.

Após selecionados, os cientistas também poderão concorrer, de forma voluntária, a recursos extras para serem investidos exclusivamente na integração e formação de pessoas de grupos sub-representados em suas equipes. O valor do bônus vai variar de 10% a 100% do grant recebido.

Para ajudar os interessados na nova chamada pública e tirar dúvidas sobre o edital, o Serrapilheira fez um webinar com orientações de como preparar uma boa proposta, disponível aqui. O Instituto recomenda que os candidatos assistam à live completa e também leiam o documento com as perguntas mais frequentes.

*Informações do Instituto Serrapilheira

MANIFESTO EM DEFESA DO MARCO LEGAL

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As entidades abaixo, reunidas na abertura do III Congresso do CONFIES, em 11 de novembro de 2020, analisaram as condições atuais do Marco Legal de CT&I e decidiram apontar publicamente os graves perigos da sua não implantação efetiva e, consequentemente, alertar sobre os riscos de se retardar, e mesmo impedir, os avanços que ele pode proporcionar ao País.

Alguns de seus pilares, como o que trata dos incentivos à cooperação das ICTS com a sociedade e com empresas e os que se referem à simplificação da gestão de projetos de pesquisa, à redução da burocracia e à adoção de um sistema de controle por resultados nas avaliações, todos eles expressamente previstos na legislação, não estão sendo respeitados.

As entidades presentes destacam que o Marco Legal da CT&I obteve amplo apoio do Congresso Nacional e de todas as demais instituições da sociedade civil e do poder público. Solicitamos, assim, às autoridades do País, em todos os níveis, que promovam a implantação deste Marco Legal e orientem-se pela legislação existente, pois o seu cumprimento pode contribuir para levar nosso País a se tornar uma sociedade à altura de seu destino, próspera, menos desigual, educada e científica e tecnologicamente avançada.

Luiz Davidovich – presidente da ABC (Academia Brasileira de Ciências)

Ildeu de Castro Moreira – presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)

Edward Madureira Brasil – presidente da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior)

Jadir Jose Pela – presidente do CONIF (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica)

Fernando Peregrino – presidente do CONFIES (Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica)

Subscreveram ainda esse Manifesto:

Celso Pansera – diretor-executivo da ICTP.br (Iniciativa para a Ciência e a Tecnologia no Parlamento)

Gilvan Maximo – presidente do CONSECTI (Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação)

André Gomyde – presidente do IBCIHS (Instituto Brasileiro de Cidades Inteligentes, Humanas e Sustentáveis)

http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-abc-andifes-conif-e-confies-divulgam-manifesto-em-defesa-da-implementacao-do-marco-legal-da-cti/
SBPC

Sidarta Ribeiro critica a burocracia excessiva e o baixo investimento na pesquisa

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O cientista e diretor da SBPC participou da live “Quarta com o Confies”, que debateu o tema “Sonhar o Futuro”

“O Brasil sofre de um problema sério de inversão de prioridades”. A frase é do neurocientista Sidarta Ribeiro, ao ser questionado sobre o impacto da burocracia excessiva na atividade de pesquisa nas universidades e institutos federais de ensino e pesquisa – ao participar da live Quarta com o CONFIES desta quarta-feira (14/10) sob o tema “Sonhar o Futuro”. Trata-se de um ciclo de debates semanais pré o 3º Congresso Nacional das Fundações de Apoio à atividade de pesquisa – a se realizar nos dias 11 e 12 de outubro.

“Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”, parafraseou Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853) em alusão à excessiva burocracia da máquina pública sobre o trabalho da pesquisa que, segundo disse, é bem acima do pífio orçamento destinado à ciência no Brasil.

Na leitura do cientista, um país sério que busca o pleno desenvolvimento precisa estabelecer metas e valorizar a atividade fim (o conhecimento). Nesse caso, criticou o fato de os gestores da máquina pública ganharem mais do que o dobro do salário do professor universitário. “Esse é um exemplo de inversão de prioridades”, disse o cientista também crítico à desvalorização da renda do Magistério.

Sidarta lembrou dos 11 anos que morou nos EUA, onde fez Doutorado e Pós-Doutorado, e destacou que a estrutura burocrática pertence aos países latinos. “Países como Suécia, Estados Unidos e Canadá partem do princípio de que o pesquisador é gente honesta. O que eles querem do pesquisador é que façam descobertas importantes, focam no objetivo ou produto final; a descoberta é valorizada”, disse.

Enquanto isso, no Brasil, segundo Sidarta, a burocracia na ciência começa na pós-graduação pela exigência do cronograma de pesquisa.

Mediador da live, o presidente do CONFIES (Conselho das fundações de apoio de universidades públicas e institutos federais de ensino e pesquisa), Fernando Peregrino afirmou que a burocracia na atividade de pesquisa tanto trava os processos de gestão como castra a criatividade do pesquisador. “Essa é uma luta que temos travado com muita ênfase no Brasil, no Congresso Nacional, juntamente com a ABC e SBPC e outras entidades. Mas há uma grande resistência do brasileiro em seguir padrões mais flexíveis de gestão. Há uma paranoia de que todos desconfiam de todos, de que todos são ladrões até que se prove o contrário. Isso tem nos atormentado muito”, lamentou Peregrino.

FUNDAÇÕES DE APOIO

O CONFIES reúne 88 fundações de apoio – catalizadoras de recursos para instituições de ensino superior – que gerenciam mais de 20 mil projetos de pesquisas de mais de 130 universidades públicas e institutos federais de pesquisa e ensino. Credenciadas pelo MEC e MCTI, essas instituições de direito privado são instituídas e veladas pelos Ministérios Públicos Estaduais.
Todo ano, o encontro nacional do CONFIES reúne autoridades, cientistas e gestores que são formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no País. O objetivo é discutir o papel das fundações de apoio na gestão dos projetos de pesquisa e políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação em prol do desenvolvimento do Brasil.

Ascom – Confies

Canal de Extensão da UFRJ promove live sobre o trem de levitação magnética da Coppe

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Nesta quarta-feira, 21 de outubro, a Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ (PR-5) realizará, às 15h, uma live em seu canal no YouTube sobre o MagLev-Cobra, o trem de levitação magnética desenvolvido na Coppe. O coordenador do projeto, professor Richard Stephan, do Programa de Engenharia Elétrica, explicará a técnica de levitação magnética por supercondutividade empregada no veículo, e haverá um debate sobre a sua eficácia comparada com os tradicionais sistemas de transporte e como esse projeto pode se tornar uma realidade comercial. A palestra será voltada para o público jovem: alunos do ensino médio e estudantes de graduação em Engenharia.

O evento faz parte de uma série de atividades promovidas pela universidade, em função do Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação 2020. Com o tema “Inteligência Artificial: Ciência Pela Vida”, a UFRJ realiza entre os dias 19 a 29 de Outubro uma programação com diversas atividades virtuais sobre produção científica, tecnológica, artística e cultural que são feitas pela universidade. As atividades acontecerão no Canal da Extensão UFRJ no YouTube.

SBPC apresenta espetáculo “Insubmissas, mulheres na Ciência”

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A 72ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) traz para a programação da SBPC Cultural a peça “Insubmissas, mulheres na Ciência”. O espetáculo será transmitido nesta quinta-feira, 8 de outubro, às 19h30, pelo canal da SBPC no YouTube, e será seguido por um bate-papo ao vivo do autor, diretor e atores com os internautas.

De autoria de Oswaldo Mendes, com direção de Carlos Palma, a produção é do Núcleo Arte Ciência no Palco da Cooperativa Paulista de Teatro. A peça conta a história de quatro cientistas que enfrentaram preconceitos, intolerância e discriminações para conseguirem deixar seu legado à humanidade: Hipácia de Alexandria (370 e 415 d.C.), Marie Curie (1867-1934), Bertha Lutz (1894-1976) e Rosalind Franklin (1920-1958).

As pesquisadoras que “se recusaram a viver e morrer em silêncio”, contam “sua difícil entrada e convivência no círculo machista da ciência”, segundo descrevem os produtores. Rosalind deu contribuição decisiva à pesquisa do DNA e foi ignorada pelo prêmio Nobel. Madame Curie foi premiada duas vezes, mas ainda assim foi vítima da violência moralista da sociedade francesa. Hipácia morreu apedrejada pelos cristãos. E a brasileira Bertha Lutz fez da luta pelos direitos da mulher seu objetivo de vida.

Criado em 1998, na cidade de São Paulo, o Núcleo Arte Ciência no Palco se especializou em desenvolver espetáculos teatrais sobre temas científicos. “Insubmissas, mulheres nas ciências” partiu de um questionamento de um grupo de atrizes do grupo sobre a falta de exemplos femininos na história das ciências. O espetáculo foi lançado em 2015, na capital paulista.

Assessoria de Comunicação da SBPC

MagLev Cobra: será possível esse VLM (veículo de levitação magnética) sair da universidade e ir para a rua?

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A Associação Brasileira de Eletrônica de Potência (Sobraep) promove na próxima quinta-feira, 8 de outubro, o webinar “MagLev Cobra: será possível esse VLM (veículo de levitação magnética) sair da universidade e ir para a rua?”. O professor Richard Stephan, do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ e coordenador do projeto, descreverá as técnicas de levitação magnética e comparará o MagLev-Cobra com os tradicionais sistemas roda-trilho e com os trens de levitação magnética em operação comercial no mundo. Após essa apresentação, o professor falará sobre o caminho para que um projeto universitário chegue à industrialização, com base na escala Technology Readiness Level (TRL), desenvolvida pela Nasa.

O webinar terá início às 18h e será transmitido em: https://youtu.be/FGeL4NoEv3U

Saiba mais sobre o estágio atual do projeto no Planeta Coppe Notícias

MagLev-Cobra em debate no Sindicato dos Engenheiros

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O Sindicato dos Engenheiros no estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) promove nesta quarta-feira, 7 de outubro, o webinar “MagLev-Cobra em risco: Por que o trem de levitação da UFRJ não pode acabar?”. O evento terá a participação do professor Richard Stephan, do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ e coordenador do projeto MagLev-Cobra; e do aluno Pedro Monforte, da Escola Politécnica (Poli/UFRJ) e membro do Coletivo Força Motriz da UFRJ. O webinar será transmitido nas redes sociais do sindicato, a partir das 17h30, e será mediado pelo diretor de Administração e Finanças do Senge, Felipe Araújo.

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Reunião Magna da ABC 2020: O mundo a partir da Covid-19

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A Academia Brasileira de Ciências (ABC) promove a partir desta quarta-feira, 23 de setembro, a Reunião Magna 2020. Com o tema “O mundo a partir da Covid-19”, a reunião será realizada de forma virtual, e todas as atividades serão transmitidas pela página da ABC no YouTube e também nas redes sociais. O evento será realizado nos dias 23, 25 e 29 de setembro e 2 de outubro.

As conferências magnas serão proferidas pela vencedora do Prêmio Nobel de Química 2018, e professora de Engenharia Química, Bioengenharia e Bioquímica do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), Frances H. Arnold (dia 23/9); pelo reitor da Escola Nacional de Medicina Tropical e professor de Virologia e Microbiologia Molecular Pediátrica no Baylor College of Medicine, Peter Hotez; Jeffrey Sachs, diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia (25/9); e Jean Tirole, Prêmio Nobel de Economia 201, diretor científico do Instituto de Economia Industrial e professor da Toulouse School of Economics.

Datas e horários:

23 de setembro | 4ª feira | 16h30 às 18h (GMT-3)

25 de setembro | 6ª feira | 16h às 20h (GMT-3)

29 de setembro | 3ª feira | 16h às 20h (GMT-3)

2 de outubro | 6ª feira | 16h às 20h (GMT-3)

Confira a programação e inscreva-se gratuitamente em:
www.abc.org.br/evento/reuniao-magna-abc-2020

Coppe e Cern: uma história que merece ser contada

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No próximo dia 9 de setembro, às 11h, o professor José Manoel de Seixas, da Coppe/UFRJ, falará sobre as três décadas de parceria entre a Coppe e o Cern, em live, promovida pela Sociedade Brasileira de Inteligência Computacional (SBIC). Professor do Programa de Engenharia elétrica da Coppe e coordenador da equipe brasileira no Atlas, o maior experimento de detecção de partículas do laboratório, Manoel de Seixas abordará o tema “Três décadas de redes neurais em física experimental: a história da cooperação UFRJ-Cern.”

A palestra será transmitida pela página da SBIC no Instagram: www.instagram.com/sbicbrasil

Coppe e Cern: uma história que merece ser contada

Tudo começou em 1988, quando um grupo formado por cinco professores da Coppe visitou, pela primeira vez, as instalações do Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), o maior laboratório de física de partículas do mundo, na Suíça. Desde então, pesquisadores da Coppe aderiram ao esforço internacional para investigar a origem do universo, e a parceria entre a Coppe e o Cern já somam mais de três décadas.

Parte dos testes que comprovaram em 2012 a existência do Bóson de Higgs foi realizada no Atlas, o maior experimento de detecção de partículas do laboratório, que contou com a contribuição de pesquisadores brasileiros, sob a liderança do professor da Coppe, José Manoel de Seixas, da Coppe, e do professor Fernando Marroquim, do Instituto de Física. A comprovação da existência desta partícula rendeu aos cientistas Peter Higgs e François Englert o Prêmio Nobel de Física no ano seguinte.

Desde que o visionário cientista inglês Tim Berners-Lee desenvolveu no Cern a World Wide Web (www), os pesquisadores da Coppe vêm colaborando com o laboratório europeu no desenvolvimento de tecnologias de informação em plataforma web.

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